quarta-feira, 3 de junho de 2015

A favela e a Cidade

Taboão da Serra, 18/05/2015.

Entrevista com  os alunos do  2º e 3º.  Semestres do Curso Artes Visuais . A proposta era desenvolver um painel com tema livre.    O grupo que escolhemos  trabalharam um tema único para todo o grupo: A Favela e a Cidade.

A ideia segundo os integrantes é a visão de que a arte, não é só mostrar o belo, mas acima de tudo mostrar que a cultura está ao alcance de todos e que deve vir sempre como inquietação, provocação!   A proposta do painel  é mostrar a gritante desigualdade social,  expondo  os dois polos de uma mesma metrópole e,  apesar da linha tênue que as divide geograficamente falando, a distância econômica é quilométrica.

Os integrantes desse grupo são: AlexandreKeilaRebecaAndreiaValéria Paulo Artitude, sendo este último grafiteiro já excursionando pelo mundo das artes, assim como o Alexandre. Todos afirmam que ao iniciarem no curso de artes visuais, suas expectativas eram outras, acreditavam que era um curso com mais ênfase nas artes propriamente dita. Mas, agora que estão podendo ter aulas práticas e de fato trabalhar com artes, esta começando a ficar interessante! 

Confiram as fotos:









Por:
Ednalva Marchezini;
Neusa Ramiro;
Simone Silvino.

Curso: Artes Visuais – 6º. Semestre/2015

Alunos:
Ednalva Marchezini,
Marleide Florentino,
Neusa Ramiro,
Simone Santos e
Wilson Leal



Biografia de Lina Bo Bardi    



Lina Bo Bardi (Achillina Bo) nasceu em 05 de dezembro de 1914 Roma-São Paulo, 20 de março 1992. Arquiteta modernista ítalo/brasileira, foi casada com Pietro Maria Bardi, crítico de arte. Ela foi a idealizadora do Museu de Arte de São Paulo, mais conhecido como MASP.














Lina no canteiro de obras, durante a construção do MASP.


Na década de 1930, foi aluna na faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma. Ao mudar-se para Milão, trabalhou para Gio Ponti, proprietário de uma casa com nome de Domus, onde conquista experiência e relativo reconhecimento, em decorrência disso, consegue abrir seu próprio escritório. Durante a segunda Guerra Mundial, enfrenta a recessão e em 1943 seu escritório é bombardeado. Em meio a esse clima de guerra, Lina conhece o arquiteto Bruno Zevi e, ambos lançam uma revista semanal chamada: A Cultura della vita e, simultaneamente engaja no movimento de resistência contra a invasão alemã, onde passa a militar no Partido Comunista Italiano.

Casa em 1946 e desiludida com o caos à sua volta e a sensação de perda, ela e seu marido crítico e jornalista Pietri Maria Bardi, partem para o Brasil, com o qual se identifica e o toma como lar, se naturalizando brasileira em 1951.

Vivendo em novas terras, a artista enxerga a possibilidade de novos desafios, novo recomeço e novas ideias, onde ela vê a oportunidade de concretizar as ideias propostas da arquitetura moderna. Movimento que a encantou de imediato, vislumbrando as possibilidades em um país em formação e em busca da afirmação de sua cultura e desprendido do pensamento europeu onde a arquiteta e artista parte para a conquista de “novos horizontes”.

No principio Lina Bo Bardi, se encanta com o Rio de Janeiro suas paisagens e a modernidade do edifício do Ministério da Educação e Saúde Pública, conhecido como: Edifício Gustavo Capanema, obra de uma equipe de jovens arquitetos com consultoria de Le Corbusier e coordenação de Lúcio Costa. Mas, apesar do encantamento, decide-se fixar residência em São Paulo, onde projetou e construiu sua casa de vidro, como ficou conhecida no bairro do Morumbi.

Ao aprofundar-se nos hábitos e costumes do país, apaixona-se pela cultura popular, influenciando fortemente seu trabalho, onde inicia uma coleção de arte popular brasileira onde destaca o diálogo entre o Moderno e o Popular. Dai nasce o sonho de um espaço a ser construído pelas pessoas. A ideia era que o espaço se finalizasse com a participação das pessoas e suas obras, sendo preenchido a cada participação, em uma metamorfose constante...

1950 Lina aceita o convite de Diógenes Rebouças indo para Salvador ministrar palestras onde acaba prolongando sua estadia por conta do Museu de Arte Moderna, onde assume sua direção e cria o projeto de recuperação do Solar do Unhão. Ficou conhecida entre os baianos como Dona Lina. Esteve por lá até 1964.

Nos fins dos anos 1970, foi progenitora de uma das obras que se tornou um grande referencial nos meados do século XX, o SESC Pompéia. Retornou a Salvador nos anos 80, durante a redemocratização do país, onde criou projetos de restauração no Centro Histórico de Salvador que é Patrimônio Histórico da Humanidade reconhecimento da UNESCO, e fez os projetos da Casa do Benin e Restaurante na Ladeira da Misericórdia com a parceria do arquiteto João Figueira Lima. Ela participou ativamente do Movimento Modernista, deixando um legado de belas histórias e amor pela pátria que adotou como sua.



    Maquete do museu à beira do oceano cidade de S.Vicente: 1951.


Sua incursão pelas artes, não se limitou apenas na arquitetura... Lina contribuiu com produções para o teatro, cinema, cenografia, desenho de mobiliário, artes plásticas e foi curadora de inúmeras exposições.

Entre suas obras de destaque estão:
Museu de Arte de São Paulo, 1958=sua obra prima.
Casa da Cultura de Pernambuco, Recife, 1963.                   
Instituto Moreira Salles.
Igreja do Espírito Santo do Cerrado, Uberlândia Minas Gerais, 1976.
Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador.
Teatro Oficina, São Paulo, 1990.
Reforma do Palácio das Indústrias, São Paulo1992.
Reforma do Teatro Politeama, Jundiaí, 1986-1996.

Como já fora dito, a artista era apaixonada pela cultura brasileira e isso ficava explicito em suas criações como esta cadeira Bowl, 1951. Foi inspirada nas tigelas usadas pelos caiçaras.

       
 

Lina Bo Bard - 05/12/1914, Roma/Itália-20/03/1992 São Paulo/Brasil (Italiana e Brasileira naturalizada) Morreu aos 77 anos. Este foi um dos grandes “marcos” deixado pela artista: Museu de Arte de São Paulo (MASP).
Lian Bo Bard... Nasceu com origem Italiana e morreu com a essência de uma cidadã brasileira. O que mostra que a arte vai muito além das fronteiras ou as cores de uma bandeira; Lar é onde mora o coração. Ela morreu exatamente como sempre desejou... Trabalhando.

Fone da pesquisa: Wikipédia.org/wiki/Lina_bo_bard


A entrevista com o artista plástico Wilson Coelho

Wilson Roberto Morais Coelho, nasceu na Zona Sul de São Paulo em 26/12/1971, é solteiro,  mora com os  pais e com os seus dois filhos  de 11 e 13 anos. Estudou Artes plásticas no Instituto Rodrigo  Mendes, por três meses onde se efetivou,  trabalhando com Inclusão Social. Trabalhou em  Atibaia  - Escola Jornaletto como Professor de Artes, e  também na feirinha de Embu das Artes.

Trabalho de maior repercussão: Exposição no  SESC  em 2005; colaborador cultural na cidade de Embu das Artes intitulado “Identidade Visual” em 2013.    
Considera-se artista desde os 03 anos de idade, não se prende a estilos, trabalha de acordo com o dia a dia; o trabalho flui de acordo com as necessidades dos seus alunos e encomendas recebidas.

Encontra- se  no último semestre do curso de Artes Visuais, tem como inspiração o professor Gerson que é Artista Plástico.  Fazer faculdade foi  por necessidade de um certificado acadêmico que é exigido em algumas Instituições, apenas para poder dar aulas em escola. Não precisa de um diploma para mostrar sua arte e seu talento, pois vive e sobrevive do seu trabalho como Artista Plástico, também dá aulas de desenhos  no seu próprio ateliê em sua casa e conta  com a colaboração de vários amigos artistas que dividem como ele o ateliê.

Wilson considera-se mais professor que  artista, tem seus momentos de apatia porem seus  alunos o motivam e estão sempre  o desafiando a novas criações.  É também cartunista, faz desenhos em quadrinhos, gosta de experimentar novas técnicas e novos materiais;  trabalha de 8 a12 hs por dia, tem dificuldade visual séria mas esta dificuldade não o atrapalha.
Se não fosse artista, seria artista, não se vê fazendo outra coisa.
Desejo para o futuro:  Deseja que a sua arte seja reconhecida, não se dedica a política, mas tem  uma filosofia própria.

Sua definição de arte: “Arte é um divisor de águas entre ser um cético um sensível”.

Saiba mais sobre seu trabalho em: Estúdio Coelho Di Papel








Alunos:  Ednalva Marchezini (RA 5277976244);
Marleide Florentino (RA 5828174547);
Neusa  Ramiro (RA 5239106521); 
Simone Santos (RA 1299104836); 
Wilson Leal (RA 3708621764).

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A criatividade está rolando solta na Anhanguera!

O Artista e professor Gerson Correra, que leciona aulas de artes para os alunos  2º e 3º semestre da Anhanguera, estão com a criatividade a flor da pele. Com alguns materiais e muita criatividade os alunos estão produzindo um trabalho com pintura em painéis para poder deixar exposto no anhanguera day. Enquanto os alunos produziam suas obras, nós alunos do último semestre de artes visuais entrevistamos os artistas.

Confira algumas perguntas que fizemos para os alunos, Rafaela, Gesiele e Jonas.

1 - Do que se trata a produção artística? Possui algum tema?

O aluno Jonas do 2º semestre responde pelo grupo: "Nosso trabalho se trata sobre os quatro elementos" ( terra, fogo, ar e terra). 

2 - Qual foi a inspiração para realizar o trabalho?

Jonas responde : "Veio das origens das aves e dos significados que o homem atribui a cada ser. Por exemplo a coruja simboliza a sabedoria e assim como outros animais tem uma significado para algumas culturas".

3 - Qual era o tema da aula?

Jonas resposde o seguinte: "O tema da aula era meio que livre. Nós do grupo tínhamos uma uma ideia, mas resolvemos mudar o tema de ultima hora e o resultado foi outro".

Depois de uma entrevista curta e singela resolvemos deixar o grupo trabalhar em paz e tiramos algumas fotos para poder contextualizar melhor essa entrevista.









Eduardo Alves
Francisca Silva
Joneide Capiotto
Walquiria Perez




segunda-feira, 18 de maio de 2015

NOVOS ARTISTAS, NOVAS HISTÓRIAS
ENTREVISTA COM A TURMA DE ARTES DO 2º E 3º SEMESTRE









Com orientação do professor Gerson Correra, alunos de artes do 2º e 3º semestre da Anhanguera criam painéis em tinta acrílica sobre tecido. Enquanto a criatividade rola solta nos vários espaços dos ateliês, alunos do último semestre entrevistam os grupos de artistas.

Vejam as repostas dos alunos, Fábio, Renata e Lucinei:


1 - Do que se trata a produção artística? Possui algum tema?

Resposta coletiva: Não possui um tema específico, cada um colocou os elementos visuais e que mais gosta, algumas viagens artísticas que mesmo distintas, formam um painel que os desenhos se conectam.


2 - O trabalho foi elaborado/esboçado coletivamente ou cada um teve seu espaço individual?

Não fizemos um esboço coletivo, cada um fez a partir de suas convicções visuais. Não houve intervenção de um desenho para outro.


3 - Alguém já trabalha com Arte?

Não trabalhamos com Arte, "ainda", relata o grupo. 


4 - Qual foi a inspiração para realizar o trabalho?

Como foi dito na questão anterior, cada desenho teve inspiração individual

Os painéis serão expostos no Anhanguera Day, no dia 29 de maio de 2015. Não percam!






Entrevistadores:
Daniel Araujo
Wilson de O. Leal
Marleide F. Alves


domingo, 3 de maio de 2015

Vamos Falar de Danças Urbanas .

Documentário



Não vim falar de um artista , e sim de vários anônimos que sem a menor pretensão fizeram através de um coletivo uma raiz cultural para uma especifica dança no Brasil ,  hoje são peças importantes para uma historia na qual é a prova que a arte esta sempre em movimento.

Vamos falar de Danças urbanas , muito conhecida como Dança de Rua , que na verdade é um codinome dado as danças que não eram de academia , Nascida nos Estados Unidos como fundamento da Cultura Hip Hop . as danças urbanas mais precisamente o que foi apelidado pela mídia como Breakdance ,uma dança onde adaptou diversas outras danças desde o sapateado de Fred Astaire ao Frevo de Pernanbuco . 

O "B.Boyng" popularmente conhecido por Breakdance , estimulou os Brasileiros através do Filme que passou nos cinemas de cá em 1983 com o FLASHDANCE onde em uma cena de pouco mais de 1 minuto , apareciam dançarinos de rua em uma certa parte do filme  e posteriormente mais especifico com um  chamado "Beat Street .A Loucura do Ritmo , " em 1984 .Através destes surgiu o interesse destas danças  e de se praticar a mesma . assim como os outros elementos da cultura hip hop que é o Graffiti , o DJ e o RAP ( Rythm And Poetry ).

Flashdance 1983
 Beat Street (1984)


Através deste filme e de outras fagulhas  a cultura chegava a nosso país  , grupos de jovens que já tinha influencias dos Bailes Black que agitavam a grande metrópole na década de 70 e inicio dos 80 .
 O palco principal era a apropriação de espaços urbanos e abertos , este documentário da qual fiz parte da produção , nos traz as historias contadas deste ponto de encontro antes ja ocupado pelo movimento Punk paulista . Este ponto de encontro foi e continua sendo muito  importante para a Cultura Brasileira de Danças Urbanas ou de Rua como quiser que seja dito, sendo considerado um Templo para os amantes desta cultura ..

Muitas pessoas criticam por ser uma cultura americana , mas não é uma cultura americana pois possui influencias de inúmeros elementos culturais pertencentes ao mundo. Hoje é considerado uma cultura mundial que sofre diferentes influencias em especifico a cultura de cada País . No Brasil por exemplo foi adaptado diversos movimentos da Capoeira , Frevo , Danças Indígenas etc...

Através dos relatos gravados desde o celular , câmeras digitais , materiais em VHS , câmeras profissionais com intuito de criar a narrativa agrupando todos os relatos com o material destes  recursos para preservar a memoria de uma historia dentro da historia do Hip Hop Brasileiro . 

Foi uma "brincadeira" que deu certo e já foi exposto e diversos países e hoje é considerado importante por preservar e expor as pessoas que através da arte mudaram suas vidas . 

Rodado entre os Anos de 2001 à 2010 , "Nos tempos da São Bento " é um documentário que busca a memoria coletiva do Hip Hop , Minuciosa , a estrutura narrativa nos leva ao conflito com o esquecimento , o ato social de se apagar fatos , pessoas e grupos da historia , é justamente  este conflito , apresentado através do exercício da narrativa , que se transforma em ação dramática , onda a personagem principal é a memoria coletiva 



Uma Historia dentro da Historia do Hip Hop em São Paulo 




A importância da memória como um patrimônio a ser valorizado, registrado e perpetuado determina o fio condutor da narrativa. Este viés histórico se intercala com dezenas de depoimentos ricos e carregados de emoção, compondo o documentário Nos Tempos da São Bento, lançado no dia 26 de novembro, na Galeria Olido, em São Paulo. Participam do filme diversos personagens que protagonizaram ou testemunharam o surgimento do hip-hop em São Paulo, história que tem na estação São Bento do metrô um capítulo fundamental.


Um dos primeiros espaços públicos "tomados" pelos primeiros b.boys paulistanos entre 1984 e 1985, a estação São Bento se tornou um dos principais points do hip-hop paulista e brasileiro, reunindo, todos os sábados, as "gangues" (crews de b.boys) que buscavam um bom chão para dançar. Com o tempo, o graffiti e o rap também estiveram representados no local, mas a dança sempre foi o principal elemento aglutinador. A história durou entre 16 e 17 anos. Além de inúmeros b.boys consagrados, por lá também passaram, por exemplo, OsGêmeos, Thaide, DJ Hum, MC Jack, Mano Brown e KL Jay, entre muitas outras personalidades. No filme, eles mesmos relembram o período, junto a outros nomes como DJ Heliobranco, Vitché, Sharyline, Jackson (Stillo Selvagem), Pepeu, João Break, Nelson Triunfo, GOG, Código 13, Doctor MCs, MT Bronks, Marcelinho Back Spin, Mister Kokada e muitos outros






Jaqueta jeans pintada pelo artista Wagz em homenagem ao Documentario exibido em 2010

Graças a reunião desta memoria coletiva realizada com este documentário e outros projetos que o envolveram , nos dias de hoje é promovido eventos neste mesmo local que ja estava vazio ,como encontro para revitalizar o passado e preservar a historia das historias que surgiram neste local considerado sagrado pelos que fazem parte desta cultura ..

Fotos do ultimo encontro que aconteceu em Abril de 2015  
(fotos Fabio Minu ) 






 Documentário disponível no Youtube

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Eduardo Kobra


Histórias nos muros da cidade
Inspirado no muralista mexicano Diego Rivera e no pintor contemporâneo Andy Warhol, Eduardo Kobra desenha a céu aberto a São Paulo de antigamente.



"As pessoas que antes não prestavam atenção nos muros passaram a admirar. Alguns senhores parecem matar a saudade da SP da infância deles"
EDUARDO KOBRA, muralista 







De longe, parecem cenários de filme de época. De perto, são como "grafites diferenciados". Só que, em vez de spray, látex e pincel. As cenas de São Paulo nas primeiras décadas do século 20 atraem a atenção até de quem pouco aprecia a arte de rua. Essas imagens, que ilustram dezenas de muros, são, na verdade, murais inspirados no que fazia Diego Rivera (1886-1957)na Escola Mexicana dos anos 1920. Espalhados pela metrópole, em tamanho real, funcionam como túneis do tempo, portais para uma SP que já não existe. 


Praça Panamericana. Feito em outubro de 2010, tem 9 metros de altura por 30 de comprimento. Retrata um grupo de imigrantes italianos e destaca-se dos outros murais pelas cores usadas

A biografia de Kobra é semelhante à da maioria dos artistas de rua que, hoje, são reverenciados em todo o Brasil e podem viver de arte. Têm os trabalhos expostos em galerias descoladas da capital e são negociados. Aos 12 anos, o menino do Campo Limpo (zona sul) começou a pichar muros. Sob influência da cultura hip hop americana, foi aos poucos lapidando a técnica. Aprendeu a desenhar, saltou do pixo para o grafite e começou a espalhar suas marcas pela cidade.

Eduardo Kobrainterpretação do sul de Dakota do famoso Monte Rushmore. O pintor foi contratado para produzir a peça para uma inauguração no Dia da Independência.

Influências

A principal influência de Kobra era a arte de rua de Nova York, a pop art de Andy Warhol e o "primitivismo intelectualizado" de Jean-Michel Basquiat. Mas, ao rebobinar 60 anos, se deparou com a Escola Mexicana dos anos 1920. E algo diferente aconteceu. O estilo e as ideias da "arte para todos" do muralista Diego Rivera terminaram de desenhar a identidade artística de Kobra. 


Andy Warhol, Marilyn



                                                          Diego Rivera, Sonho de um domingo à tarde na Alameda Park.

"Só percebi depois que criei: pessoas que antes não prestavam atenção nos muros passaram a observar, a fotografar. Muitos senhores param, olham. Acho que sentem saudade da cidade da infância deles. E os mais jovens descobrem o que a cidade foi no passado. É uma boa forma de fazer um contraste entre épocas", afirma o artista Eduardo Kobra, 35, criador do projeto Muros da Memória. Esse estilo de arte urbana, segundo ele, mudou um pouco o perfil do público que consome arte de rua, e até a visão que alguns tinham do grafite.


Arte na rua

Alguns murais de Kobra espalhados pela capital 

Projeto Muro da Memória na av. 23 de maio, alt. do viaduto Tutoia (zona sul)

O cubo mágico está no começo da av. Oscar Americano, no entroncamento próximo ao Jockey Club (zona oeste)

Imigrantes italianos no início do século 20 (Muro da Memória) no viaduto Cidade Universitária, a 100 metros da praça Panamericana (sentido Pinheiros, zona oeste)

Casa colorida "vintage" com temas circenses na esquina da r. Purpurina com a r. Fradique Coutinho, em frente à galeria Fortes Vilaça, na Vila Madalena (zona oeste)

Mural Alex Vallauri, no muro da Igreja do Calvário, entre a av. Henrique Schaumann e a r. Cardeal Arcoverde, em Pinheiros (zona oeste)

Obrigado:

Eduardo Alves 
Joneide Capiotto
Francisca Silva
Walquiria Perez



domingo, 26 de abril de 2015

A entrevista com o Artista Plástico Wilson Roberto Morais Coelho





Wilson nasceu na Zona Sul de São Paulo em 26/12/1971, é solteiro,  mora com os  pais e com os seus dois filhos  de 11 e 13 Estudou Artes Plásticas no Instituto Rodrigo  Mendes, por três meses onde se efetivou,  trabalhando com Inclusão Social. Trabalhou em  Atibaia  - Escola Jornaletto como Professor de Artes.  E  também na ferinha de Embu das Artes, trabalho de maior repercussão: Exposição no  SESC  em 2005; colaborador cultural na cidade de Embu das Artes intitulado “Identidade Visual” em 2013.  
   
Considera-se artista desde os 03 anos de idade, não se prende a estilos, trabalha de acordo com o dia a dia; o trabalho flui de acordo com as necessidades dos seus alunos e encomendas recebidas.

Encontra-se no último semestre do curso de Artes Visuais, tem como inspiração o professor Gerson que é Artista Plástico. Fazer faculdade foi  por necessidade de um certificado acadêmico que é exigido em algumas Instituições, apenas para poder dar aulas em escola. Não precisa de um diploma para mostrar sua arte e seu talento.

Vive e sobrevive do seu trabalho como Artista Plástico, também dá aulas de desenhos  no seu próprio ateliê em sua casa e conta  com a colaboração de vários amigos artistas que dividem como ele o ateliê.
Wilson considera-se mais professor que  artista, tem seus momentos de apatia porem seus alunos o motivam e estão sempre  o desafiando a novas criações.  É também cartunista, faz desenhos em quadrinhos, gosta de experimentar novas técnicas e novos materiais; trabalha de 8 a 12hs por dia, tem dificuldade visual séria mas esta dificuldade não o atrapalha.

Se não fosse artista, seria artista, não se vê fazendo outra coisa.

Desejo para o futuro:  Deseja que a sua arte seja reconhecida, não se dedica a política, mas tem  uma filosofia própria.

Sua definição de arte: “Arte é um divisor de águas entre ser um cético um sensível”.
               
  
  Escultura de Isopor






Alunos:  
Ednalva Marchezini (RA 5277976244);
Marleide Florentino (RA 5828174547);              
Neusa  Ramiro (RA 5239106521);
Simone Santos (RA 1299104836);
Wilson Leal (RA 3708621764).

Biografia de Lina Bo Bardi

Untitled Document

Biografia de Lina Bo Bardi


Curso: Artes Visuais – 6º Semestre/2015
Alunos:
Ednalva Marchezini
Marleide Florentino
Neusa Ramiro
Simone Santos
Wilson Leal.



Lina Bo Bardi (Achillina Bo) nasceu em 05 de dezembro de 1914 Roma-São Paulo, 20 de março 1992. Arquiteta modernista ítalo/brasileira, foi casada com Pietro Maria Bardi, crítico de arte. Ela foi a idealizadora do Museu de Arte de São Paulo, mais conhecido como MASP.

Lina no canteiro de obras, durante a construção do MASP.

Na década de 1930, foi aluna na faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma. Ao mudar-se para Milão, trabalhou para Gio Ponti, proprietário de uma casa com nome de Domus, onde conquista experiência e relativo reconhecimento, em decorrência disso, consegue abrir seu próprio escritório. Durante a segunda Guerra Mundial, enfrenta a recessão e em 1943 seu escritório é bombardeado. Em meio a esse clima de guerra, Lina conhece o arquiteto Bruno Zevi e, ambos lançam uma revista semanal chamada: A Cultura della vita e, simultaneamente engaja no movimento de resistência contra a invasão alemã, onde passa a militar no Partido Comunista Italiano.

Casa em 1946 e desiludida com o caos à sua volta e a sensação de perda, ela e seu marido crítico e jornalista Pietri Maria Bardi, partem para o Brasil, com o qual se identifica e o toma como lar, se naturalizando brasileira em 1951.

Vivendo em novas terras, a artista enxerga a possibilidade de novos desafios, novo recomeço e novas ideias, onde ela vê a oportunidade de concretizar as ideias propostas da arquitetura moderna. Movimento que a encantou de imediato, vislumbrando as possibilidades em um país em formação e em busca da afirmação de sua cultura e desprendido do pensamento europeu onde a arquiteta e artista parte para a conquista de “novos horizontes”.

No principio Lina Bo Bardi, se encanta com o Rio de Janeiro suas paisagens e a modernidade do edifício do Ministério da Educação e Saúde Pública, conhecido como: Edifício Gustavo Capanema, obra de uma equipe de jovens arquitetos com consultoria de Le Corbusier e coordenação de Lúcio Costa. Mas, apesar do encantamento, decide-se fixar residência em São Paulo, onde projetou e construiu sua casa de vidro, como ficou conhecida no bairro do Morumbi.

Ao aprofundar-se nos hábitos e costumes do país, apaixona-se pela cultura popular, influenciando fortemente seu trabalho, onde inicia uma coleção de arte popular brasileira onde destaca o diálogo entre o Moderno e o Popular. Dai nasce o sonho de um espaço a ser construído pelas pessoas. A ideia era que o espaço se finalizasse com a participação das pessoas e suas obras, sendo preenchido a cada participação, em uma metamorfose constante...

1950 Lina aceita o convite de Diógenes Rebouças indo para Salvador ministrar palestras onde acaba prolongando sua estadia por conta do Museu de Arte Moderna, onde assume sua direção e cria o projeto de recuperação do Solar do Unhão. Ficou conhecida entre os baianos como Dona Lina. Esteve por lá até 1964.

Nos fins dos anos 1970, foi progenitora de uma das obras que se tornou um grande referencial nos meados do século XX, o SESC Pompéia. Retornou a Salvador nos anos 80, durante a redemocratização do país, onde criou projetos de restauração no Centro Histórico de Salvador que é Patrimônio Histórico da Humanidade reconhecimento da UNESCO, e fez os projetos da Casa do Benin e Restaurante na Ladeira da Misericórdia com a parceria do arquiteto João Figueira Lima. Ela participou ativamente do Movimento Modernista, deixando um legado de belas histórias e amor pela pátria que adotou como sua. 


Maquete do museu à beira do oceano cidade de S.Vicente: 1951.

Sua incursão pelas artes, não se limitou apenas na arquitetura... Lina contribuiu com produções para o teatro, cinema, cenografia, desenho de mobiliário, artes plásticas e foi curadora de inúmeras exposições.


Entre suas obras de destaque estão:
  • Museu de Arte de São Paulo, 1958.
  • Casa da Cultura de Pernambuco, Recife, 1963.                  
  • Instituto Moreira Salles.
  • Igreja do Espírito Santo do Cerrado, Uberlândia Minas Gerais, 1976.
  • Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador.
  • Teatro Oficina, São Paulo, 1990.
  • Reforma do Palácio das Indústrias, São Paulo, 1992.
  • Reforma do Teatro Politeama, Jundiaí, 1986-1996.

Casa de Vidro

Como já fora dito, a artista era apaixonada pela cultura brasileira e isso ficava explicito em suas criações como esta cadeira Bowl, 1951. Foi inspirada nas tigelas usadas pelos caiçaras.  






                                                                                                                                     




Lina Bo Bard - 05/12/1914, Roma/Itália-20/03/1992 São Paulo/Brasil (Italiana e Brasileira naturalizada) Morreu aos 77 anos. Este foi um dos grandes “marcos” deixado pela artista:Museu de Arte de São Paulo (MASP).


Lian Bo Bard... Nasceu com origem Italiana e morreu com a essência de uma cidadã brasileira. O que mostra que a arte vai muito além das fronteiras ou as cores de uma bandeira; Lar é onde mora o coração. Ela morreu exatamente como sempre desejou... Trabalhando.


Fone da pesquisa: Wikipédia.org/wiki/Lina_bo_bard